Chocolate de café ou com sabor de café? Produtores do ES investem no doce feito com grãos especiais

Casal de Castelo, no Espírito Santo, fabrica produto desde 2019 e, hoje, o chocolate de café representa mais de 20% das vendas.
Chocolate de café é produzido por casal de Domingos Martins, Espírito Santo — Foto: Reprodução/TV Gazeta
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Chocolate com café: uma combinação considerada perfeita para muitas pessoas. E foi pensando nessa união de sabores que o casal Ataíde e Jaqueline, de Castelo, na Região Sul do Espírito Santo, criou o chocolate de café. O produto mistura grãos especiais com cacau plantado com todo cuidado.

O doce não tem apenas cheiro de café, mas sim sabor. A principal diferença entre os chocolates aromatizados está na espessura e na porcentagem de café que é colocada em cada um dos produtos.

O casal trabalha com chocolates há mais de uma década, mas foi em 2019 que veio a ideia de criar um produto com sabor intenso de café e textura de chocolate.

Foram de seis a oito meses de estudos e muitos testes até conseguir produzir o chocolate ideal para ser comercializado.

“A gente começou a perceber que a gente tinha bons produtos, mas não éramos enxergados como diferenciado no mercado. Foi onde a gente começou a pensar em desenvolver os nossos próprios produtos”, contou Ataíde Duarte.
A partir daí, o casal começou a viajar para fora do estado para buscar mais conhecimento na parte de variedade e plantação de cacau. E descobriram que a receita ideal de um cuidado especial com as plantas e a colheita.

O que é o chocolate de café?

⛰️ Café especial trazido direto de lavouras de Castelo que ficam em altitudes diferentes;
☕️ Na hora de fazer, o segredo é colocar mais bebida do que chocolate;
🍬 A massa do cacau utilizada em baixa porcentagem apenas para dar mais liga aos bombons;
🍫 São 250 quilos de chocolate de café todo o mês;
💰 Receita de sucesso virou produto mais vendido da loja.
Hoje, são mais de 30 produtos diferentes utilizando a amêndoa do cacau para produzir chocolates nobres. O chocolate de café já representa 20% das vendas entre todos os produtos.

Com o aumento das vendas, o casal abriu recentemente uma segunda loja.

“Um amigo fala que quando a gente leva um produto que tem café e chocolate, a gente tem mágica na percepção do consumidor. Porque o café tende a aquecer o peito e o chocolate, tocar o coração. E quando isso acontece com o coração do nosso cliente, a gente está entregando valor”, contou Ataíde.

Na lavoura

Para o casal de microempreendedores, a ajuda do produtor Carlinhso Altoé foi fundamental até chegarem à descoberta do melhor chocolate de café. Isso porque, além do cuidado com o plantio do cacau, também era necessário ter cafés de qualidade para a receita.

“Eu falo que quem trabalha com chocolate, que não tem uma história de chorar durante a temperagem dele, deu errado! Quando a gente começou, a gente não tinha todos os equipamentos como torradores de cacau. E esse parceiro foi fundamental, porque ele também nos ajudou a desenvolver as torras do cacau. Foi ele quem trouxe a torra ideal do café também para que pudesse entregar tudo o que a gente esperava do chocolate de café”.

Principal diferença entre chocolate de café feito no Espírito Santo e chocolates com aromas de café está na porcentagem do cacau e na espessura do café utilizado — Foto: Reprodução/TV Gazeta

Principal diferença entre chocolate de café feito no Espírito Santo e chocolates com aromas de café está na porcentagem do cacau e na espessura do café utilizado — Foto: Reprodução/TV Gazeta

O cultivo de café faz parte da família Altoé há mais de 140 anos. Na comunidade de Caxixe Quente, em Castelo, o cultivo de café é o sustento. Atualmente, 5% da produção tem destino certo: virar chocolate de café.

Com o passar dos anos, a família investiu em tecnologia e, hoje, trabalha com a produção de café especial que fica em lavouras de diferentes altitudes. E cada altitude e temperatura definem as notas do café: achocolatado, caldo de cana, melaço, florais, frutas vermelhas ou amarelas.

“Quando a gente entra nesse mercado de cafés especiais, principalmente na torra, vão aparecendo clientes que querem revender o produto. Eu conheci a Jaqueline e o Ataíde em 2014. Começamos a parceria de pacotinho na revenda para eles. Até que o Ataíde teve a ideia de fazer um café para comer. A base é o café, que tem liga, com chocolate para compor a receita. Dentro desse tempo, a gente precisou estudar alguns perfis de torra que se adequassem”, comentou o produtor.

Foi assim, plantando e colhendo, criando e testando, que o casal chegou ao ponto de entregar um produto especial e que quem tido aceitação do público.

Informações: G1 / TV Gazeta

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