Com mais de 19 anos de atuação no setor através da B&B Tintas, empresa reconhecida pelo lema “orientando e valorizando sua obra”, Sílvio Obage Ferreira “Bagaceira”, proprietário da AgroSol, ampliou o conhecimento adquirido no universo das tintas para atender um novo público: o agrícola.
Assim nasceu a AgroSol, marca dedicada ao desenvolvimento de soluções térmicas e de proteção para estufas, telhados e pomares. “Nós só vendemos aquilo que realmente ajuda o produtor, seguindo receita e garantindo resultado. O que não resolve, a gente não vende”, afirma o proprietário.
A empresa trabalha com três produtos principais:
- Tinta refletiva térmica para estufas;
- Tinta flexível térmica para telhados e estruturas;
- Protetor solar agrícola à base de caulim ultraprocessado.
A tinta refletiva que conquistou produtores
O primeiro desenvolvimento da AgroSol atendeu uma demanda específica: as estufas de flores de Holambra, onde cultivos como calandiva, kalachoe e outras ornamentais exigem controle fino de luz e temperatura. Segundo Sílvio, a tinta refletiva térmica cria um ambiente mais equilibrado dentro da estufa: “Ela diminui a temperatura interna e ajusta o lumen, oferecendo conforto térmico tanto para a planta quanto para o colaborador.” O revestimento forma um filme inteligente com pigmentos que abrem e fecham com a chuva: quando chove, o pigmento abre, permitindo maior entrada de luz; quando seca, o filme se fecha, mantendo o controle térmico.
A degradação gradual garante que, no inverno, o plástico volte a ficar totalmente transparente, requisito essencial para produção no período de menor insolação. Rendimento aproximado na aplicação: 4.000 m² por balde na aplicação manual, com uma demão; 6.000 m² por balde com drone, 3.000 m² por demão, com recomendação de duas demãos.
Conforto térmico e durabilidade para estruturas rurais
Após o sucesso nas estufas, a AgroSol desenvolveu a tinta flexível térmica, indicada para: silos, telhados de zinco, alumínio ou galvanizado, barracões, currais, armazéns e paiol, além de fibrocimento e amianto.

Com microesferas cerâmicas e emulsão acrílica, o produto reduz 90% da absorção solar e pode diminuir a temperatura interna em 5 a 8°C.
A tecnologia fosfatizante garante forte aderência em metais não ferrosos. Já no barro, que já é naturalmente térmico, o uso é opcional.
Rendimento: 70 m² por balde de 20 kg. Durabilidade: 4 a 7 anos, dependendo do clima.
“A tinta precisa ser aplicada com o telhado frio, bem cedo. O conforto térmico para o colaborador é imediato. E ainda protegemos a estrutura contra intempéries e corrosão”, explica Sílvio Obage.

Caulim 95% camufla a planta e confunde o psilídeo
O terceiro produto da AgroSol é também o mais estratégico para a citricultura: um protetor solar agrícola à base de caulim 95% ultraprocessado, desenvolvido para reduzir temperatura, evitar escaldadura e camuflar a planta contra o psilídeo, inseto transmissor do HLB (greening).

Diferenciais
- Não entope bicos;
- Suporta 45 mm de chuva sem perder eficiência;
- Com 100 mm, permanece na planta de forma leitosa;
- Pode ser aplicado o ano todo;
- É atóxico e compatível com qualquer defensivo ou foliar;
- Não estraga o equipamento, mesmo permanecendo dias no tanque;
- Possui intervalo de reaplicação maior que o da concorrência: 10 a 15 dias.
Como funciona a camuflagem?
O psilídeo busca tons verdes e amarelos. Ao pousar em uma planta recoberta pelo protetor, encontra superfície branca, e a textura incomoda suas patinhas. Com isso, o inseto evita o pouso, reduzindo drasticamente a chance de contaminação.
Dosagem e rendimento: 20 kg de produto para 1.000 L de água; 40 kg para 2.000 L, cobrindo 1 hectare; Rendimento varia conforme tamanho das plantas (mudas, árvores de 2,5 m e de 3,0 m).
“É um produto com custo-benefício excelente. O produtor usa menos trator, menos combustível, aplica com facilidade e tem um fruto mais bonito e protegido”, afirma.

