Produção de amendoim no Brasil mais que dobra em 10 anos

Amendoim- Crédito: Pexels/Pixabay
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O amendoim, quarta oleaginosa mais cultivada do mundo, tem ganhado relevância no Brasil nos últimos anos, tanto em área plantada quanto em produção. Sendo amplamente utilizado na alimentação humana por ser rico em proteínas e vitaminas, o grão tem tido um cultivo com boa rentabilidade e sua produção pode auxiliar no controle de nematoides. Por esse motivo, muitos produtores têm utilizado o amendoim como cultura de rotação nas renovações de canavial, principalmente em São Paulo, onde a cultura se beneficia do clima, do solo fértil e da infraestrutura industrial e logística. Já no Mato Grosso do Sul, surgiu como uma alternativa à produção de soja, que tem encontrado dificuldades, pois questões climáticas têm prejudicado a produção na região, sobretudo em solos mais arenosos. Em função de sua rusticidade, o amendoim pode apresentar uma vantagem comparativa nessas condições.

Historicamente importante até os anos 1980, o amendoim perdeu espaço com o avanço da soja, mas ressurgiu nos últimos anos como uma alternativa rentável. Segundo a Conab, a produção nacional, que era de 347 mil toneladas na safra 2014/15, atingiu 734 mil toneladas em 2023/24, sendo que este foi um ano de quebra de safra. Para 2024/25, projeta-se uma produção de mais de 1,18 milhão de toneladas, com aumento de 60,3% em comparação à safra anterior, por conta da expansão de área em 10% e pela produtividade, que deve ser 47% superior.

Apesar de um crescimento no consumo interno, cerca de 75% da produção total é destinada à exportação, predominantemente em forma de grãos e óleo. Atualmente, o Brasil é o segundo maior exportador global de óleo de amendoim, ficando atrás apenas da Índia, mas estimativas do USDA indicam que o Brasil pode ser o principal exportador de óleo em 2025 e avançar ainda mais na exportação de grãos. No entanto, a Consultoria Agro do Itaú BBA prevê um cenário de diminuição dos preços de exportação neste ano em função das boas safras colhidas pela China, Estados Unidos e Índia. Além disso, a Argentina, um dos maiores exportadores a nível global, está com uma área plantada recorde, o que também pode contribuir para o aumento do estoque mundial da oleaginosa.

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