Algas melhoram enraizamento e arranque inicial das plantas

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Publicado em 29 de novembro de 2015 às 07h00

Última atualização em 29 de novembro de 2015 às 07h00

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O uso de substâncias bioestimulantes é amplamente difundido entre os agricultores para favorecer o crescimento inicial das plantas. No mercado brasileiro, são muitas as formulações existentes para este fim, sendo que 90% delas são formuladas com extratos de algas marinhas dos gêneros Ascophyllumnodosum e Eckloniamaxima.

Nos chamados extratos de algas, diversos compostos que apresentam atividades bioestimulantes, sejam no controle direto de fitopatógenos pela atividade antimicrobiana dos extratos, na indução de mecanismos de defesa vegetal, ou na promoção do crescimento vegetal, estão presentes.

Polissacarídeos sulfatados, betaínas, lecitinas, terpenos e alguns compostos fenólicos apresentam atividades sobre o metabolismo das substâncias de defesa das plantas e os reguladores de crescimento, tais como citocininas, auxinas, giberelinas, macro e micronutrientes (N, P, K, Ca, Mg, S, Si B, Co, Cu, Fe, Mn, Ni, Mo, Zn) são utilizados pelas plantas para o seu crescimento e desenvolvimento.

Vantagens das algas

Extratos de algas, quando absorvidos pelas sementes, adicionados ao solo ou pulverizados nas culturas em diferentes estádios vegetativos, podem estimular o crescimento do sistema radicular, aumentando a formação de raízes laterais e o volume final do sistema radicular, devido ao chamado “efeito auxínico“ dos extratos.

Em testes comparativos, entre formulações à base de A. nodosum e E. maxima, ambas as fontes de extratos de algas foram efetivas no aumento do enraizamento das plantas de milho, no entanto, o extrato oriundo de Eckloniamaxima (Algaren) sempre apresentou melhores resultados.

“Esses resultados podem ser explicados em função da melhor relação entre auxina e citocinina presentes nesta fonte“, afirma o Dr. Guilherme Canella, professor do Instituto Federal de São Paulo.

Os adubos complexados com algas fornecem diversos fisioativadores - FotosShutterstock
Os adubos complexados com algas fornecem diversos fisioativadores – FotosShutterstock

Pesquisas

Em seus trabalhos com o produto comercial AlgarenBZn®, formulado a partir de extratos de Eklonia máxima (62%), os resultados observados por Guilherme Canella corroboram para a afirmação do efeito auxínico destes extratos na cultura do milho.

Trabalhando com híbrido de alta exigência nutricional, foi observado um acréscimo de 15% no volume final do sistema radicular de plantas de milho cultivadas com AlgarenBZn.

Já nos materiais com sementes, a aplicação do AlgarenBZn®, nos estágios iniciais da cultura, proporcionou um aumento de 24% no volume final do sistema radicular e um ganho de 12% em produtividade. “Estes são resultados do efeito auxínico dos extratos de algas“, afirma o professor.

No mercado

Esta tecnologia já está consolidada entre os produtores de grãos, principalmente soja e milho, que observaram um crescimento inicial bem mais pronunciado quando utilizam os extratos de algas no tratamento de sementes.

No entanto, é comum a afirmação de que o tratamento de sementes com aminoácidos e/ou extrato de algas aumenta a produtividade. Este é um ganho indireto do tratamento de sementes, pois, na verdade, o que se consegue com isto é a garantia de um melhor estande da cultura e, consequentemente, uma maior produtividade.

É importante lembrar que plantas mais bem nutridas translocam mais nutrientes para as sementes, aumentando seu peso e favorecendo o aumento da produtividade. Parâmetros fisiológicos, como vigor e porcentagem de germinação, não são fortemente alterados com este tipo de tecnologia, ou seja, uma semente ruim não vai melhorar com a aplicação do produto.

 No milho, as algas atuam diretamente no número de fileiras por espiga - FotosShutterstock
No milho, as algas atuam diretamente no número de fileiras por espiga – FotosShutterstock

Manejo

Além de escolher um bom produto, o momento da aplicação também garante o resultado. Durante o preparo das sementes para o plantio, o estimulador de enraizamento deve ser o primeiro a ser bem misturado às sementes, que devem permanecer em contato com o produto até sua completa absorção (30 ” 60 minutos).

 Muitos produtores não alcançam os benefícios do tratamento de sementes com os estimuladores de enraizamento, justamente porque não realizam adequadamente a aplicação do produto.

Para culturas como soja, feijão e milho, fica evidente para os produtores a viabilidade econômica da utilização desta tecnologia, visto que, em média, o custo da tecnologia é menor que 01 sc/ha, para um retorno mínimo de três a 4 sc/ha. “Na verdade, o tratamento de sementes com estes produtos é um seguro para o produtor, pois caso aconteça algum tipo de estresse, a planta já está preparada“, conclui Guilherme Canella.

Para contatos e mais informações: Dr. Guilherme Augusto Canella Gomes – detec@greenhb.com.brTel:(11) 4561.6292.

Essa matéria você encontra na edição de novembro 2015 da revista Campo & Negócios Grãos. Adquira já a sua.

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