Paricá – A realidade de uma madeira nobre

Crédito Edson Crodilo

Publicado em 22 de novembro de 2015 às 07h00

Última atualização em 22 de novembro de 2015 às 07h00

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O paricá,que pode ser cortado com cinco anos de idade, tem sua madeira usada na construção civil e na fabricação de móveis. Até agora já foram plantadas 60 milhões de árvores, distribuídas em várias fazendas nos municípios de Paragominas e Dom Eliseu, na região nordeste do Pará. Não é muito se comparado com o eucalipto, espécie australiana que tem bilhões de árvores plantadas no país inteiro.

Crédito Edson Crodilo
Crédito Edson Crodilo

No Pará, o paricájá gerou empregos e ajudou a manter o que ainda resta de floresta nativa, como explica o engenheiro florestal Alessandro Lechimoski. “Com a utilização do paricá no reflorestamento, cada hectare usado na indústria deixa de utilizar de 30 a 35 hectares de mata nativa. Isso representa um ganho ambiental enorme“.

Em Dom Eliseu, empresas estão pesquisando o paricá partindo dos modelos já desenvolvidos para a cultura do eucalipto.“A floresta de eucalipto é mais uniforme e mais produtiva porque foi plantada com mudas clonadas, ao contrário do paricá, que apresenta árvores finas e grossas e muita variação no crescimento. Mas, para a extração de lâminas de compensado, o paricá rende mais porque as árvores são cilíndricas e não têm galhos nos primeiros sete metros do tronco. O eucalipto é cheio de galhos e precisa de poda na época certa para eliminar os nós. Por isso, hoje o paricá é a madeira mais cobiçada para a produção de compensado“, compara Graziela Vidaurre, doutora em Ciência Florestal.

Mercado

Em Dom Eliseu, o preço pago pelo metro cúbico do paricájá foi, há pouco tempo, muito maior que o do eucalipto. Por esta razão, muitos fazendeiros trocaram a pecuária pelo reflorestamento.

Até agora, eles plantaram 800 mil mudas de paricá em uma área de mil hectares. “O resultado econômico chegou a ser quatro vezes maior que a pecuária tradicional. O metro cúbico do paricá em pé estava sendo vendido em torno R$ 140, três vezes mais que o eucalipto nesta região“, explica Graziela Vidaurre.

 

O problema

Segundo Arthur Netto, consultor florestal InvestAgro, os produtores, que antes tinham grandes áreas plantadas com o paricá, estão diminuindo as áreas diante da falta de pesquisa e melhoramento genético. “Produtores informaram que alguns plantios realizados em Paragominas e Dom Eliseu têm apresentado mortalidade aos dois anos de vida, mesmo analisando condições edafoclimáticas da região. Não há pesquisa que aponte o motivo da mortalidade“, lamenta.

Toda a produção de paricá de Dom Eliseu é direcionada para a fabricação de compensado, sendo que muitas fábricas já começam a cessar suas atividades.

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